Plataforma digital conectando seguradora e corretores de seguros

Parcerias no setor de seguros: corretores como canal

O setor de seguros no Brasil carrega consigo uma herança marcante: a presença do corretor como elo entre seguradoras e clientes. Desde o início do século passado, as corretoras e profissionais autônomos construíram a ponte da confiança, viabilizando acesso a produtos, esclarecendo conceitos muitas vezes complexos e transformando realidades. Hoje, assistimos a uma transformação silenciosa (e, por vezes, barulhenta), empurrada por novas tecnologias, canais digitais e insurtechs inovadoras, mas jamais podemos ignorar o peso da corretagem para o crescimento e a solidificação desse mercado.

Como temos observado, parcerias estratégicas entre seguradoras e profissionais, sejam eles corretores autônomos ou corretoras estabelecidas, continuam sendo um alicerce. O desafio agora é estruturar essas relações para alcançar desempenho comercial, controle operacional e transparência. Faz sentido, então, perguntarmos: qual é o papel do corretor hoje? Como equilibrar a eficiência digital com a proximidade humana? Como criar um sistema de parceria que respeite a regulação da SUSEP e, ao mesmo tempo, se beneficie da tecnologia?

Neste artigo, vamos compartilhar nossa visão sobre como desenhar um programa robusto, engajador e transparente para o setor de seguros, valorizando a atuação dos corretores e aproveitando o melhor das inovações digitais.

A força histórica dos corretores e os novos desafios

O Brasil, diferentemente de outros mercados, cresceu olhando para o corretor como protagonista. Muitos de nós já tivemos algum parente ou conhecido trabalhando nesse ramo, sempre comentando como o relacionamento era o ponto-chave para ganhar, e manter, clientes.

Vemos que, mesmo diante da digitalização, a confiança gerada pelo especialista em seguros segue sendo um grande diferencial. Porém, o cenário mudou. Seguradoras buscam canais escaláveis, clientes querem agilidade e autonomia, e a concorrência aumentou, seja por insurtechs ou gigantes globais entrando no país.

Corretor de seguros é ponte e guia, não obstáculo.

Essa frase ressoa em nossas conversas com parceiros do setor. Para o cliente, navegar sozinho em meio a apólices, coberturas e assistências nem sempre é fácil. A experiência de um profissional capacitado ajuda muito.

Mas estamos diante de perguntas cruciais:

  • Como manter o valor agregado pelo corretor mesmo com jornadas mais automáticas?
  • Como expandir parcerias mantendo controle, compliance e clareza de receita?
  • O que é uma relação equilibrada entre tecnologia e relação humana?

Estruturando programas de parcerias: regras, modelos e tecnologia

Em nossa experiência com projetos de integração de canais, percebemos que programas bem-sucedidos de parceria com corretores partem de alguns pontos centrais. É sobre pessoas, mas também sobre processos claros, tecnologia e regras definidas.

Comissionamento: regras, SUSEP e flexibilidade

O comissionamento é o “motor” das parcerias em seguros, mas está longe de ser simples. A SUSEP define limites, pratica fiscalização e obriga transparência. Cada categoria de seguro (auto, vida, saúde, residencial) pode aceitar diferentes configurações de comissão, porcentual sobre prêmio líquido, bônus de performance, campanhas temporárias ou recorrência sobre renovações.

Um bom programa precisa oferecer:

  • Flexibilidade na definição de regras de comissão
  • Diferenciação por tipo de parceiro, produto ou fase da venda
  • Automação do cálculo e pagamento, evitando erros e retrabalho
  • Consolidação de relatórios, por parceiro e carteira

A transparência também é exigência da legislação, além de gerar confiança nos corretores e incentivá-los a se engajar. Sabemos, por exemplo, que em iniciativas de automação e PRM para corretores, a redução das dúvidas sobre pagamentos melhora a relação entre todas as partes.

Diferença entre corretor pessoa física e corretora de seguros

O mundo dos corretores é diverso. Temos grandes corretoras, estruturadas como empresas, e autônomos que operam como pessoa física, cada um com necessidades e potencialidades diferentes.

Programas de parceria devem considerar essa pluralidade, adaptando incentivos, treinamentos e operações.

  • Corretor pessoa física: Geralmente busca flexibilidade, atendimento personalizado e acesso facilitado a materiais de venda e simulações. Muitas vezes, atua em múltiplos segmentos.
  • Corretora pessoa jurídica: Precisa de integração com seus times, acesso a multicálculo, gestão de múltiplos parceiros internos e visão consolidada de resultados.

Em ambos os casos, reconhecemos a importância de portais customizados, trilhas de capacitação e alinhamento de expectativas logo no início do relacionamento.

O papel das assessorias e plataformas de multicálculo

Nos últimos anos, vimos um novo ator ganhar destaque: as assessorias. Elas funcionam como famílias de corretoras autônomas, dando suporte, acesso a tecnologia e condições diferenciadas para muitos profissionais menores, agregando escala para seguradoras e oportunidades para pequenos agentes.

Já as plataformas de multicálculo exercem papel fundamental na rotina dos parceiros. Afinal, poucos corretores querem perder tempo cotando seguros manualmente em dezenas de sites diferentes. Essas plataformas reúnem cotações de vários produtos e seguradoras em um único painel, automatizando a comparação e simplificando o trabalho comercial.

Painel de multicálculo mostrando diferentes cotações de seguros em tela de computador Hoje, grande parte das parcerias se apoia nessas ferramentas para acelerar negócios e captar novas oportunidades. Aliando múltiplos parceiros, multicálculo e acompanhamento em tempo real, a eficiência se eleva e todos ganham.

Conflito (e oportunidade) entre digitalização e canal tradicional

Este é um assunto sensível em praticamente toda reunião de planejamento: até que ponto apostar em venda direta digital sem canibalizar o canal de corretores? A resposta, em nossa análise, depende do tipo de produto, segmento de cliente e até mesmo da cultura de cada seguradora.

Não existe uma resposta única, mas ignorar qualquer um dos lados é arriscado.

Muitas vezes, clientes desejam fechar apólice sem precisar falar com alguém. Em outros casos, buscam aconselhamento minucioso e querem entender os detalhes. Vimos casos de insurtechs que tentaram operar 100% online e, com o tempo, perceberam limitações de escala ou dificuldade de acesso a clientes de maior valor.

Exemplos de equilíbrio: insurtechs e modelos híbridos

Citando experiências reais do mercado, destacamos casos bem-sucedidos onde o equilíbrio foi possível:

  • Produtos simples, como seguro viagem, são 100% digitais, mas, ao lançar novos ramos, as empresas buscaram treinamentos e aportes de corretores experientes.
  • Insurtechs em saúde optaram por montar times próprios de vendas, mas criaram portais de parceiros para captar indicações de corretores e remunerá-los por clientes qualificados.
  • Startups do segmento auto abriram APIs de cotação para corretores operarem com máxima autonomia, aliando gestão de apólices e vendas diretas.

O aprendizado geral é que, ao invés de competir, unir canais tradicionais e digitais gera escala e confiança.

A tecnologia empodera o corretor, não o substitui

A tecnologia não é inimiga do corretor, mas sua aliada natural. Processos automatizados permitem comissionamento rápido, relatórios em tempo real e acesso a treinamentos e materiais personalizados sem barreiras geográficas. Não falamos mais de “substituir”, mas de “multiplicar resultados”.

Corretor de seguros usando laptop com dashboard digital de seguros Em nossos projetos, sentimos que parceiros que recebem suporte técnico e treinamento digital apresentam desempenho muito superior. Não é à toa que conteúdos como programas de engajamento e incentivo estão cada vez mais valorizados. O engajamento via tecnologia reduz distância e faz as equipes evoluírem de modo uniforme.

Como estruturar um programa de parceria eficiente

A construção de um programa eficiente, sob nossa perspectiva, depende de alguns pilares bem definidos:

Portal do parceiro: transparência e autonomia

O portal do parceiro deixou de ser um diferencial. É um passo básico para gerir grandes redes de corretores, entregando:

  • Cotação online de diversos produtos em tempo real
  • Gestão centralizada de apólices
  • Acompanhamento do status das propostas
  • Acesso direto ao comissionamento, extrato detalhado e histórico

O acesso rápido a todas as informações reduz ruídos, acelera vendas e melhora a relação de confiança.

O portal não apenas aumenta o engajamento, mas também diminui custos de atendimento e backoffice. É possível direcionar conteúdos de treinamento, comunicar campanhas e estimular resultados de modo segmentado.

Cabecalho 1

Onboarding estruturado: o início faz diferença

Muitos programas falham justamente por não dar suporte ao novo parceiro. O onboarding vai além do envio de documentação: é preciso apresentar os produtos, explicar o modelo comercial, dar acesso a manuais e esclarecer vias de relacionamento.

Se há integração com plataformas de multicálculo ou APIs, o onboarding precisa incluir treinamentos práticos, webinars vivos e fluxos automatizados para esclarecer dúvidas em tempo real. Observamos sempre que quanto melhor o onboarding, menor o churn do parceiro.

Capacitação contínua: materiais e treinamentos

Se perguntarmos para nossos melhores parceiros o que eles mais valorizam, muitos apontam o acesso a vídeos, trilhas de treinamentos, simulações e FAQs sempre atualizados.

Parceiro bem informado vende mais e gera menos retrabalho.

Respeitar a pluralidade dos formatos (vídeo, pdf, quiz) e criar um centro de materiais responsivo garante que todos possam aprender e vender com confiança.

Engajamento e campanhas de incentivo

Não basta cadastrar parceiros; é preciso mantê-los motivados. Campanhas de incentivo, sejam pontos, bonificações, disputas saudáveis ou premiações trimestrais, ativam a rede e ampliam o engajamento.

A diferença entre programas comuns e os que atingem alto desempenho está, muitas vezes, no acompanhamento frequente, ranking transparente e metas claras. Troca de experiências, fóruns digitais e visitas presenciais também ampliam o capital de confiança.

Medição de resultados: analytics e feedback

Um programa robusto depende de números claros: taxa de conversão por fase do funil, churn, ativação, valor médio de apólice, distribuição por região e segmentação do portfólio por parceiro.

Em nossas análises, times que acompanham esses indicadores de perto conseguem ajustar incentivos, treinar focadamente e expandir parcerias desejadas. O segredo está em cruzar dados quantitativos e qualitativos.

Dashboard colorido com gráficos de parcerias e performance em seguros No artigo Guia para gestão de parcerias, recomendamos acompanhamentos mensais e relatórios automáticos para corrigir desvios rapidamente.

Novas tendências e exemplos de sucesso

O setor de seguros, apesar do tradicionalismo, já produziu exemplos de evolução rápida. Observamos, por exemplo:

  • Corretoras que migraram da gestão manual de parceiros para plataformas integradas, aumentando seu portfólio de produtos e dobrando o número de apólices emitidas
  • Seguradoras que apostaram em APIs abertas, fomentando o surgimento de microcorretores e promovendo inclusão regional
  • Startups que adotaram multicálculo e analytics integrados, conseguindo fidelizar corretores com campanhas personalizadas
  • Grupos que criaram programas de treinamento online, premiando não apenas vendas mas engajamento e obtenção de certificações

O artigo sobre escritórios que escalaram com parcerias mostra que a digitalização não exclui o corretor, mas multiplica sua relevância.

Próximos passos: criando o futuro das parcerias em seguros

Já passamos da fase do medo da tecnologia. O novo horizonte está em criar uma indústria mais transparente, meritocrática e humana. Unindo capacidade analítica, tecnologia acessível e respeito à bagagem dos corretores, fortalecemos toda a cadeia produtiva, da seguradora ao cliente final.

Nossa opinião? Os melhores resultados vêm das plataformas que unem:

  • Gestão de parcerias e incentivos
  • Treinamento escalável (LMS e materiais centralizados)
  • Canais abertos para feedback e suporte
  • Automação de tarefas repetidas e controle em tempo real

Se quisermos uma expansão acelerada dos seguros no Brasil, precisamos fazer dos corretores protagonistas da era digital, alimentando suas vendas, cuidando do relacionamento e simplificando a rotina com informações transparentes.

Conclusão

Construiu-se no Brasil um mercado de seguros forte, mas ainda dependente da relação humana e do aconselhamento oferecido pelos parceiros. A digitalização chegou para agregar e, não, para eliminar o papel do corretor. Percebemos que programas de parceria bem desenhados dependem de respeito à legislação, transparência, automação de processos e incentivo inteligente.

Os melhores programas unem tecnologia, respeito e resultado.

O desafio não é escolher entre o digital e o tradicional, mas somar o melhor de cada mundo. Unir canais, dar protagonismo à jornada do parceiro, investir em onboarding, capacitação e acompanhamento contínuo. Corretores, corretoras, assessorias e insurtechs terão papéis distintos, mas complementares. O setor só tem a ganhar quando todos crescem juntos, respeitando regulações e apostando na inovação.

Perguntas frequentes sobre parcerias entre corretores e seguradoras

O que são parcerias entre corretores e seguradoras?

Parcerias entre corretores e seguradoras são acordos comerciais que permitem ao corretor ofertar, vender e administrar seguros em nome da seguradora, recebendo comissões e suporte em troca. Nelas, o corretor atua como canal consultivo, facilitando o acesso do cliente às opções mais adequadas e traduzindo produtos complexos em soluções compreensíveis.

Como funcionam as parcerias no setor de seguros?

Essas parcerias funcionam por meio de contratos que determinam regras de acesso aos produtos, comissões definidas (segundo parâmetros da SUSEP), treinamentos, metas e políticas de relacionamento. O corretor pode operar de modo autônomo ou como parte de uma corretora, utilizando portais digitais para cotação, gerenciamento de apólices e acompanhamento dos pagamentos.

Quais as vantagens de ser parceiro de um corretor?

Para seguradoras e insurtechs, os corretores ampliam o alcance comercial, agregam credibilidade na abordagem ao cliente e ajudam a pulverizar produtos em regiões ou nichos onde a marca tem menos presença direta. Já para outros corretores ou assessorias, uma aliança pode significar troca de carteira, aprendizado, acesso a novos produtos e até mesmo apoio nos processos operacionais do dia a dia.

Onde encontrar corretores para parcerias em seguros?

Os principais caminhos são associações profissionais, redes sociais especializadas, eventos do setor, feiras de negócios e indicações de outras empresas ou clientes. Plataformas digitais de multicálculo e portais de cadastro para parceiros são recursos cada vez mais utilizados no recrutamento desses agentes.

Vale a pena fazer parcerias com corretores de seguros?

Sim, principalmente para empresas que querem escalar vendas com menor custo fixo, atingir regiões remotas do país e agregar relacionamento personalizado ao cliente final. O segredo está em escolher, treinar e engajar os parceiros certos, garantindo clareza nos contratos, comissionamento transparente e suporte tecnológico.

Esta estruturando seu setor de canais e parcerias

Sumário

Conteúdos Relacionados

Logo Marca Canalize PRM